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Monografia · 2014

Psicoses na família: intervenções sistêmicas para o tratamento

Darlan Queiroz

Resumo

O desafio de tratar pessoas com psicoses começa com um desafio anterior: precisar o termo "psicose". Ao longo da história, pensadores de diversas áreas de conhecimento compreenderam as psicoses de distintas formas e buscaram maneiras de curá-las. Na perspectiva do pensamento sistêmico, encontram-se dois marcos no campo dos estudos sobre as psicoses: a teoria do duplo vínculo, publicada em 1956, e os jogos psicóticos na família, estudo divulgado em 1988. Após esses aportes teóricos, surgiram métodos de intervenção sistêmica utilizados no processo terapêutico de famílias com membro psicótico, dos quais três são descritos no presente trabalho, a saber: um método italiano desenvolvido no Centro de Psicoterapia de Família, um método finlandês denominado Diálogo Aberto e um método alemão desenvolvido na Universidade de Heidelberg. Os resultados deste estudo teórico, sustentado pelo pensamento sistêmico, mostram que os três métodos descritos apresentam contribuições importantes para o tratamento de casos de psicose. Todos eles enfatizam a necessidade de não construir um discurso patologizante sobre os problemas do paciente identificado, para que a terapia familiar seja eficaz. Os métodos desenvolvidos na Itália e na Finlândia não conduzem a um tratamento específico, único, das psicoses, e valorizam a flexibilidade na planificação do tratamento. O Diálogo Aberto preconiza a postura de escutar e estimular a expressão das alucinações e dos delírios do paciente identificado, por considerar que se tratam de mais uma voz do sistema familiar.

Tipo
Monografia
Autoria
Darlan Queiroz
Ano
2014
Instituição
Instituto Familiare

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